6/14/2006

QUARTAS ETERNAS

"Lembranças de uma quarta-feira que poderia ser eternamente de cinzas.Pela janela, o vento sopra sobre o meu rosto. Poderia ficar aqui a noite inteira e esquecer da vida, de mim mesmo, viver o momento que se apresenta como um doce som de flauta.

Abro os olhos e vejo uma cidade escura e vazia. A angústia se apresenta diante de seu reflexo. Tento ouvir algum único sinal de sobrevivência, mas tudo que ouço é o estrondoso e assustador barulho do silêncio.

No Passado, havia o esquecido canto dos pássaros e o vento sem seu peso enorme. Haviam crianças correndo na rua e o Sol brilhando no velho milharal.

Tempos perfeitos, aonde tudo insistia no eterno. Nada dura para sempre, mas esqueceram de nos avisar.Simplesmente, nos surpreenderam, e somente depois, vimos os destroços do tempo sobre nossas matérias."

Escrevi essas coisas ouvindo uma antiga música da Alanis Morisette, ela é sem dúvida uma das maiores cantoras que existem. Não tive tempo para analisar as coisas que eu escrevi, acho que as frases ficaram um pouco sem nexo, como disse, eu as escrevi rapidamente, por isso, não tive tempo para aperfeiçoá-las.

Hoje o dia foi como qualquer dia da semana, do mês, do ano... Enfim, foi um dia normal, como os outros. Assisti algumas notícias da copa, marquei dois jogos na tabela e fui assistir o segundo jogo da Polônia. Esperava um pouco mais do time no jogo de hoje, eles próprios ajudaram muito na queda da "águia vermelha". Fiquei um pouco triste, pois o jogo poderia ter ficado, pelo menos, no empate, mas infelizmente,essa idéia foi mudada nos acréscimos finais.

Não tenho nada pra contar de novo. Acabo de assistir um antigo seriado chamado "Milagres entre o céu e o inferno” um dos meus seriados preferidos. Estou aqui sem assuntos para escrever, vou dormir e ver se eu penso em algo para colocar aqui amanhã. Espero que vocês estejam gostando de todas as postagens. Um abraço forte para todos.

6/13/2006

FELICIDADE ANESTÉSICA

Caros amigos, ontem escrevi algumas coisas sobre o nervosismo dos jogadores em uma partida de estréia. Isso deve ter acontecido hoje. Todos esperávamos um jogo com um resultado prodigioso para nós, e pensávamos nisso até ontem, mas hoje vimos que geralmente nada acontece como imaginamos. Vimos o efeito de algo que subestimamos, algo que julgamos de fraco e incapaz.

No fim, o que importou, foi a vitória. Ninguém queria enxergar a realidade , que se revelava bem à frente de todos. Preferimos enxergar uma falsa felicidade de uma vitória insuficiente. Apesar da verdadeira imagem que se apresenta, as pessoas preferem enxergar o perfeito, o velho "faz-de-conta" . E, por causa de atitudes como essa, a sociedade se afunda cada vez mais num profundo abismo sem volta.

O que as pessoas estavam comemorando? Uma vitória é claro, mas isso seria suficiente para garantir outras vitórias? As pessoas se sentiram felizes com a vitória, mas não com o resultado. Isso nos mostra como a felicidade afasta a realidade de nossos olhos. Ela é como uma espécie de remédio que nos faz ver algo totalmente diferente do que está acontecendo. Através dela, novos olhos são criados. Olhos hipnotizados, olhos à luz da cegueira.

Acho que devemos ser felizes , mas não devemos fechar os olhos para a realidade que nos cerca. Não existiria vida sem felicidade, e sem a realidade isso também não seria possível. Todas as duas são frutos da essência humana e foram feitas para nosso amadurecimento. Ambas se completam, e devemos estar em contato com elas, seja andando na rua ou assistindo um satisfatório jogo de futebol.

Espero que nos próximos jogos, a felicidade seja completa. Que os resultados sejam mais otimistas e que todos possam comemorar uma verdadeira vitória. Aqui me despeço desejando a todos uma ótima noite.

6/12/2006

NERVOSISMO DE ESTRÉIA

Mais uma madrugada, e eu tentando escrever algo de interessante para vocês. Mas, como eu disse no início, os tomates são verdes, e muitas vezes são fritos, mas muito raramente esses tomates serão comidos.

Hoje todos os brasileiros vivem um momento de ansiedade. Amanhã, estaremos jogando pela primeira vez. Acho que o primeiro e o último jogo de uma seleção são sempre os mais emocionantes.

Fico pensando em como os jogadores devem estar se sentido nesse momento. Estão aprisionados a uma espécie de nervosismo incalculável. O mais assustador, é que isso acontece com eles, com o resto do mundo, com você e comigo. Somos prisioneiros de algo que direta ou indiretamente nos toma o domínio e controle de nossas matérias e, muitas vezes, até de nossas almas.

Todos temos uma prisão, seja ela muito clara ou muito míope, todos temos uma prisão. A verdade é que sempre estaremos presos a algo, resta saber se essa prisão irá nos tornar pardais ou águias, ovelhas ou lobos, santos ou pecadores. Não fique preocupado, no fim das contas, sempre descobrimos algo que nos liberta totalmente, ou que nos aprisiona eternamente. Sempre temos uma resposta, e isso é o mais desesperador.

Acho que já vou indo, porque os textos mudam, porém o horário sempre continuará o mesmo. O tempo não para, mas eu não sou como ele. Estou com um pouco de sono, mas eu volto pra escrever sobre o que achei do jogo de estréia. Amanhã, teremos os “canarinhos” e quarta-feira teremos a “águia vermelha” tentando se recuperar de sua dolorosa queda, enfim, espero que as duas aves consigam alegria para seus países.

Enquanto isso na Alemanha:

6/09/2006

TODOS FALAM, NINGUÉM VIU

Por qual motivo eu coloquei esse nome no meu blog? Primeiramente, me inspirei no filme, que na minha opinião, foi um dos piores filmes que eu assisti. A verdade é que esse título tem uma certa fama, porém, o filme não é tão querido assim. Criei justamente pensando nessa fama do título.

Vocês podem até visitar freqüentemente o meu blog, mas será que vocês terão paciência para ler esses textos chatos todos os dias? Não posso dar a resposta, mas a vida é feita de experimentos.Por isso, estou criando esse blog para dividir um pouco de meus pensamentos e um pouco de minha vida chata com vocês. No fundo, creio que, iremos dar boas risadas com o resultado final.

No momento, escrevo essas palavras sem saber de onde elas surgem. Algo inexplicável gira em torno de mim, e começo a escrever, somente a escrever. Muitas vezes, palavras sem sentido algum, mas palavras.

Hoje, a copa do mundo começou. Lembrei um pouco de outras duas copas passadas. O interessante é que em todas as copas uma felicidade toma conta de nós, por um mês nos esquecemos da realidade que guarda os temores mais profundos da alma. Nos sentamos em frente à TV e, de alguma forma, nos transportamos para um mundo onde tudo é um pouco mais fácil. Por alguns momentos, até nossos nomes, são apagados nos meticulosos movimentos do relógio. Tudo se torna uma ilusão, mas não seria esse o verdadeiro retrato da via?

Enfim, a Polônia perdeu de 2 x0. Fiquei um pouco triste, pois estava torcendo pra essa seleção. Tive duas grandes amigas, que eram polonesas. Hoje, sinto saudades da minha infância e dos amigos que um dia o tempo me tirou. Essas polonesas estão entre esses amigos, por isso cada ato relacionado a Polônia me faz lembrar um pouco do rosto delas. De alguma forma o tempo tenta apagar o rosto dessas pessoas, porém, as pequenas lembranças sempre existirão, e sempre estarão ao nosso lado nos momentos em que a melancolia der seus desesperados gritos de agonia.

Três horas da manhã, vou indo ou então vocês nunca irão terminar de ler isso daqui. Vou deixar um poema de Artur Rimbaud como sobremesa, aproveitem!


“Nos bosques tem um pássaro, você pára e cora com seu coro.
Tem um relógio que não toca nunca.
Tem uma brecha no gelo com um ninho de bichos brancos.
Tem uma catedral que sobe e um lago que desce.
Tem uma pequena carruagem abandonada na moita, ou que passa correndo,
decorada.
Tem uma trupe em trajes de comédia, espiada pela trilha da floresta.
E então, quando você tem fome e sede, tem sempre alguém que te manda
passear.”

(Artur Rimbaud – Iluminuras)