8/07/2007

ADEUS, SR. BERGMAN

"Que crianças fomos, ao pensar que ia durar para sempre. "
(Ingmar Bergman)


"Obrigado, senhor Bergman". Nesses dias, tenho visto essa frase em diversos blogs. Estou atrasado alguns dias, mas nunca é tarde para se começar algo, ou nunca é cedo para se terminar . Foi assim com Bergman.

Em seus filmes, Bergman compartilhou seus maiores tormentos. Falou sobre amores, memórias e morte. Certamente, a última, foi seu maior desespero e sua maior marca. Foi criador de "O sétimo selo". Um filme antigo, porém revolucionário e, de certo modo, atual. Resumiu tudo em um simples jogo de xadrez. Nele, sempre somos derrotados; nele, nunca somos devidamente respondidos.

Obrigado, senhor Bergman... por nos explicar um pouco da esquizofrênica natureza da vida. Por, sem medo algum, ter expressado nossos maiores questionamentos. Por sua arte atual, eterna e humana. Adeus, senhor Bergman. Até breve, ou até nunca!

Se passaram alguns meses desde a última postagem. Assisti diversos filmes, alguns primorosos e outros deploráveis. Fui a algumas modalidades dos jogos pan-americanos. Enfim, foram dias bons. São duas da manhã e, certamente, essa deve ter sido uma das minhas piores postagens. Minhas aulas começam dia 13,e devo ficar algum tempo sem entrar no blog.

Ingmar Bergman se foi. E, algum dia, estaremos mortos também.

Imagem do dia: Cena de "O sétimo selo"