TODOS FALAM, NINGUÉM VIU
Por qual motivo eu coloquei esse nome no meu blog? Primeiramente, me inspirei no filme, que na minha opinião, foi um dos piores filmes que eu assisti. A verdade é que esse título tem uma certa fama, porém, o filme não é tão querido assim. Criei justamente pensando nessa fama do título.
Vocês podem até visitar freqüentemente o meu blog, mas será que vocês terão paciência para ler esses textos chatos todos os dias? Não posso dar a resposta, mas a vida é feita de experimentos.Por isso, estou criando esse blog para dividir um pouco de meus pensamentos e um pouco de minha vida chata com vocês. No fundo, creio que, iremos dar boas risadas com o resultado final.
No momento, escrevo essas palavras sem saber de onde elas surgem. Algo inexplicável gira em torno de mim, e começo a escrever, somente a escrever. Muitas vezes, palavras sem sentido algum, mas palavras.
Hoje, a copa do mundo começou. Lembrei um pouco de outras duas copas passadas. O interessante é que em todas as copas uma felicidade toma conta de nós, por um mês nos esquecemos da realidade que guarda os temores mais profundos da alma. Nos sentamos em frente à TV e, de alguma forma, nos transportamos para um mundo onde tudo é um pouco mais fácil. Por alguns momentos, até nossos nomes, são apagados nos meticulosos movimentos do relógio. Tudo se torna uma ilusão, mas não seria esse o verdadeiro retrato da via?
Enfim, a Polônia perdeu de 2 x0. Fiquei um pouco triste, pois estava torcendo pra essa seleção. Tive duas grandes amigas, que eram polonesas. Hoje, sinto saudades da minha infância e dos amigos que um dia o tempo me tirou. Essas polonesas estão entre esses amigos, por isso cada ato relacionado a Polônia me faz lembrar um pouco do rosto delas. De alguma forma o tempo tenta apagar o rosto dessas pessoas, porém, as pequenas lembranças sempre existirão, e sempre estarão ao nosso lado nos momentos em que a melancolia der seus desesperados gritos de agonia.
Três horas da manhã, vou indo ou então vocês nunca irão terminar de ler isso daqui. Vou deixar um poema de Artur Rimbaud como sobremesa, aproveitem!
“Nos bosques tem um pássaro, você pára e cora com seu coro.
Tem um relógio que não toca nunca.
Tem uma brecha no gelo com um ninho de bichos brancos.
Tem uma catedral que sobe e um lago que desce.
Tem uma pequena carruagem abandonada na moita, ou que passa correndo,
decorada.
Tem uma trupe em trajes de comédia, espiada pela trilha da floresta.
E então, quando você tem fome e sede, tem sempre alguém que te manda
passear.”
(Artur Rimbaud – Iluminuras)
Vocês podem até visitar freqüentemente o meu blog, mas será que vocês terão paciência para ler esses textos chatos todos os dias? Não posso dar a resposta, mas a vida é feita de experimentos.Por isso, estou criando esse blog para dividir um pouco de meus pensamentos e um pouco de minha vida chata com vocês. No fundo, creio que, iremos dar boas risadas com o resultado final.
No momento, escrevo essas palavras sem saber de onde elas surgem. Algo inexplicável gira em torno de mim, e começo a escrever, somente a escrever. Muitas vezes, palavras sem sentido algum, mas palavras.
Hoje, a copa do mundo começou. Lembrei um pouco de outras duas copas passadas. O interessante é que em todas as copas uma felicidade toma conta de nós, por um mês nos esquecemos da realidade que guarda os temores mais profundos da alma. Nos sentamos em frente à TV e, de alguma forma, nos transportamos para um mundo onde tudo é um pouco mais fácil. Por alguns momentos, até nossos nomes, são apagados nos meticulosos movimentos do relógio. Tudo se torna uma ilusão, mas não seria esse o verdadeiro retrato da via?
Enfim, a Polônia perdeu de 2 x0. Fiquei um pouco triste, pois estava torcendo pra essa seleção. Tive duas grandes amigas, que eram polonesas. Hoje, sinto saudades da minha infância e dos amigos que um dia o tempo me tirou. Essas polonesas estão entre esses amigos, por isso cada ato relacionado a Polônia me faz lembrar um pouco do rosto delas. De alguma forma o tempo tenta apagar o rosto dessas pessoas, porém, as pequenas lembranças sempre existirão, e sempre estarão ao nosso lado nos momentos em que a melancolia der seus desesperados gritos de agonia.
Três horas da manhã, vou indo ou então vocês nunca irão terminar de ler isso daqui. Vou deixar um poema de Artur Rimbaud como sobremesa, aproveitem!
“Nos bosques tem um pássaro, você pára e cora com seu coro.
Tem um relógio que não toca nunca.
Tem uma brecha no gelo com um ninho de bichos brancos.
Tem uma catedral que sobe e um lago que desce.
Tem uma pequena carruagem abandonada na moita, ou que passa correndo,
decorada.
Tem uma trupe em trajes de comédia, espiada pela trilha da floresta.
E então, quando você tem fome e sede, tem sempre alguém que te manda
passear.”
(Artur Rimbaud – Iluminuras)

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